Gengivite: Sintomas, Causas e Como Tratar a Tempo
Sangramento e gengiva vermelha podem ser os primeiros sinais. Entenda os sintomas, as causas e por que tratar cedo faz toda a diferença.
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A gengivite é uma das condições mais comuns da boca — e uma das mais subestimadas, porque nem sempre dói. Sangramento ao escovar e gengiva vermelha são sinais de alerta. A boa notícia: identificada cedo, costuma ser reversível. Neste artigo, a Dra. Jaqueline Sayonara explica como reconhecer, o que causa e como tratar a gengivite a tempo.
O que é gengivite?
De acordo com Chapple et al. (2018), a gengivite é a inflamação da gengiva, geralmente causada pelo acúmulo de placa bacteriana (biofilme) na região onde o dente encontra a gengiva. Segundo Kinane, Stathopoulou e Papapanou (2017), é uma condição comum e, na maioria dos casos, reversível quando identificada e tratada cedo. O ponto de atenção é não deixar evoluir: sem cuidado, a inflamação pode progredir para a periodontite, que é mais séria e afeta as estruturas de suporte e sustentação do dente.
Sintomas: como reconhecer a gengivite
Como destacam Murakami et al. (2018), a gengivite nem sempre apresenta dor severa, o que faz muita gente demorar a perceber. Fique atento a estes sinais:
- Sangramento ao escovar os dentes ou usar fio dental.
- Gengiva vermelha ou inchada, em vez do tom rosado saudável.
- Gengiva mais sensível ao toque.
- Mau hálito persistente.
- Sensação de gengiva "amolecida" ou que se retrai.
O sangramento ao escovar é o sinal mais clássico — e não deve ser encarado como normal. Conforme reforçam Lang e Bartold (2018), uma gengiva periodontalmente saudável não sangra diante da escovação ou sondagem suave.
Causas mais comuns
A causa principal é o acúmulo do biofilme bacteriano, mas diversos fatores locais e sistêmicos aumentam o risco (Chapple et al., 2018):
- Higiene bucal insuficiente ou irregular.
- Tártaro acumulado (placa calcificada) perto da margem gengival.
- Tabagismo.
- Alterações hormonais (como na gestação).
- Algumas condições de saúde sistêmicas, como diabetes mellitus não controlado.
Como tratar a gengivite a tempo
Segundo Kinane, Stathopoulou e Papapanou (2017), quando identificada no estágio inicial, a gengivite responde bem a intervenções clínicas e preventivas:
- Limpeza profissional (profilaxia e raspagem): remove a placa e o tártaro acumulados que a escova não alcança.
- Ajuste da higiene em casa: instrução de escovação adequada e uso diário do fio dental.
- Acompanhamento: consultas de retorno para verificar a resolução da inflamação.
- Controle dos fatores de risco: cessação do tabagismo e controle de doenças metabólicas associadas.
O mais importante é agir cedo: a gengivite tratada a tempo costuma ser completamente reversível, enquanto a periodontite pode levar à perda óssea irreversível e eventual perda dental.
Prevenção no dia a dia
Prevenir é mais simples do que tratar. De acordo com Lang e Bartold (2018), escovar os dentes ao menos duas vezes ao dia, usar fio dental diariamente e manter as consultas de rotina e a limpeza profissional em dia são os pilares indispensáveis para manter a saúde gengival.
Perguntas frequentes
Sangramento na gengiva ao escovar é normal?
Não. Gengiva saudável, em geral, não sangra na escovação suave. O sangramento é um dos primeiros sinais de gengivite e merece atenção. Se acontece com frequência, vale procurar o dentista para avaliação.
Gengivite tem cura?
Quando identificada cedo, a gengivite costuma ser reversível com limpeza profissional e ajuste da higiene em casa, sob orientação. O cuidado é não deixar evoluir para periodontite, que é mais séria e afeta o osso de suporte do dente.
Qual a diferença entre gengivite e periodontite?
A gengivite é a inflamação inicial da gengiva, geralmente reversível. A periodontite é o estágio mais avançado, em que a inflamação atinge as estruturas que sustentam o dente, podendo causar perda óssea. Tratar a gengivite a tempo ajuda a evitar essa evolução.
Como prevenir a gengivite?
Com higiene bucal consistente: escovar os dentes ao menos duas vezes ao dia, usar fio dental diariamente e manter as consultas de rotina e a limpeza profissional em dia. Controlar fatores de risco, como o tabagismo, também ajuda.
Referências
- CHAPPLE, I. L. C. et al. Periodontal health and gingival diseases and conditions on an intact and a reduced periodontium: Consensus report of workgroup 1 of the 2017 World Workshop on the Classification of Periodontal and Peri-Implant Diseases and Conditions. Journal of Clinical Periodontology, v. 45, n. S20, p. S68-S77, 2018.
- KINANE, D. F.; STATHOPOULOU, P. G.; PAPAPANOU, P. N. Periodontal diseases. Nature Reviews Disease Primers, v. 3, n. 1, p. 1-14, 2017.
- LANG, N. P.; BARTOLD, P. M. Periodontal health. Journal of Clinical Periodontology, v. 45, n. S20, p. S9-S16, 2018.
- MURAKAMI, S. et al. Dental plaque-induced gingival conditions. Journal of Clinical Periodontology, v. 45, n. S20, p. S17-S27, 2018.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta odontológica. Para avaliar o seu caso, agende uma consulta.
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Agende uma avaliação com a Dra. Jaqueline Sayonara. Tratar a gengivite cedo faz toda a diferença.
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